Como saber se preciso operar a próstata aumentada?
Descobrir que a próstata está aumentada não significa que a cirurgia será necessária. Muitos homens com hiperplasia prostática benigna (HPB) podem ser acompanhados ou tratados com medicamentos, principalmente quando os sintomas são leves e não existem complicações.
A necessidade de operar a próstata aumentada começa a ser considerada quando o problema deixa de ser apenas o crescimento da glândula e passa a interferir de maneira importante na micção. Jato cada vez mais fraco, dificuldade para esvaziar a bexiga, várias idas ao banheiro durante a noite e sintomas que persistem mesmo com o tratamento são situações que precisam ser avaliadas com atenção.
Em alguns casos, surgem complicações como retenção urinária, infecções recorrentes, cálculos na bexiga ou repercussões provocadas pela obstrução urinária. Por isso, não existe um tamanho de próstata que, sozinho, determine a necessidade de cirurgia. Sintomas, funcionamento da bexiga, exames e resposta aos medicamentos fazem parte dessa decisão.
O Dr. Caio Henrique Fernandes Carrasco, médico urologista em São Paulo, com atuação no tratamento da HPB e em técnicas minimamente invasivas, realiza essa avaliação de forma individualizada.
Entender quando operar a próstata aumentada passa por identificar quais sinais indicam que o tratamento clínico pode já não ser suficiente e quais fatores realmente pesam na indicação da cirurgia.
Próstata aumentada precisa operar?
Não. Nem toda próstata aumentada precisa ser operada. Estudos baseados em análises histológicas mostram que a hiperplasia prostática benigna se torna mais frequente com o envelhecimento, sendo encontrada em cerca de 50% dos homens entre 51 e 60 anos e em aproximadamente 80% entre 81 e 90 anos.
Mesmo sendo frequente, o crescimento da próstata não provoca o mesmo efeito em todos os homens. A glândula envolve parte da uretra e, conforme aumenta, pode dificultar a passagem da urina. É essa relação entre próstata, uretra, bexiga e sintomas que ajuda a determinar a importância clínica da HPB.
Alguns homens apresentam aumento prostático e poucas queixas. Em outros, a próstata aumentada pode estar associada a sintomas urinários como:
- Jato urinário fraco;
- Dificuldade para começar a urinar;
- Interrupções durante a micção;
- Urgência para urinar;
- Aumento da frequência urinária;
- Necessidade de acordar várias vezes à noite;
- Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
Ter um ou mais desses sintomas, não significa por si só que chegou a hora da cirurgia, outros fatores e complicações devem ser avaliados pelo médico urologista.
Quando operar a próstata aumentada?
A cirurgia para HPB costuma ser considerada quando os sintomas continuam importantes apesar do tratamento clínico ou quando a obstrução causada pela próstata começa a provocar complicações.
O médico urologista avalia a evolução do quadro, a resposta aos medicamentos e os possíveis efeitos sobre a bexiga e o restante do sistema urinário antes de definir a necessidade de cirurgia.
Entre as situações que podem levar à indicação cirúrgica estão:
Retenção urinária recorrente ou refratária: quando o homem não consegue esvaziar a bexiga adequadamente, apresenta episódios repetidos de retenção ou permanece dependente de sonda.
Infecções urinárias de repetição: o esvaziamento inadequado da bexiga pode favorecer episódios recorrentes de infecção, o que precisa ser investigado e considerado na escolha do tratamento.
Cálculos na bexiga: podem surgir associados à dificuldade persistente de eliminar completamente a urina.
Sangue na urina: episódios de hematúria atribuídos à HPB, principalmente quando persistentes ou recorrentes apesar do tratamento, também podem levar à avaliação cirúrgica.
Repercussões sobre o trato urinário ou os rins: uma obstrução prolongada pode, em determinados casos, comprometer o trato urinário superior e a função renal.
Sintomas que permanecem importantes mesmo com medicamentos: dificuldade para urinar, jato fraco, esvaziamento inadequado e outras queixas que continuam afetando a rotina apesar do tratamento podem justificar a discussão de uma alternativa cirúrgica.
Essas situações são reconhecidas nas recomendações atuais para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. A indicação, porém, precisa ser individualizada pelo médico urologista.
Isso explica por que homens com próstatas de tamanho semelhante podem receber condutas diferentes. A indicação de cirurgia depende das consequências da HPB e da resposta ao tratamento, não apenas do tamanho da próstata.
Tipos de cirurgia para próstata aumentada
Quando existe indicação de cirurgia para próstata aumentada, o procedimento não é igual para todos os pacientes. O médico urologista considera o volume e as características da próstata, o grau de obstrução, as condições clínicas do paciente e outros fatores antes de definir a técnica mais adequada.
Entre as possibilidades estão procedimentos realizados pela uretra, como o HoLEP e a RTU da próstata, além da prostatectomia simples em casos selecionados.
HoLEP
O HoLEP (Holmium Laser Enucleation of the Prostate) é uma cirurgia a laser para próstata aumentada realizada pela uretra, sem cortes externos. O laser de hólmio é utilizado para separar o tecido prostático responsável pela obstrução, que depois é fragmentado e retirado pela via urinária.
Uma das características da cirurgia HoLEP para próstata aumentada é poder ser utilizado em próstatas de diferentes volumes. A técnica também proporciona controle do sangramento durante o procedimento e pode oferecer menor tempo de internação e recuperação mais rápida quando comparada a algumas técnicas cirúrgicas convencionais.
O Dr. Caio Henrique Fernandes Carrasco, médico urologista em São Paulo, atua na cirurgia da HPB com HoLEP, e sua indicação é definida após avaliar os sintomas, os exames, as características da próstata e as condições clínicas de cada paciente.
Prostatectomia simples
A prostatectomia simples pode ser considerada principalmente quando existe uma próstata muito volumosa e há indicação de tratamento cirúrgico. Diferentemente da prostatectomia radical utilizada no tratamento do câncer de próstata, ela não tem como objetivo retirar toda a próstata.
Nesse procedimento, é removida a porção interna aumentada da glândula responsável pela obstrução, preservando outras estruturas prostáticas. A cirurgia pode ser realizada por diferentes vias, incluindo técnicas abertas, laparoscópicas ou robóticas, conforme o caso e a experiência da equipe responsável.
RTU da próstata
A ressecção transuretral da próstata (RTU), muitas vezes conhecida como “raspagem da próstata”, é uma técnica tradicional para o tratamento cirúrgico da HPB. Assim como o HoLEP, o acesso é realizado pela uretra, sem incisão externa.
Um instrumento chamado ressectoscópio permite visualizar a região e remover gradualmente partes do tecido prostático que estão dificultando a passagem da urina. A RTU da próstata continua sendo uma das opções cirúrgicas para determinados pacientes, com sua indicação relacionada principalmente às características do quadro e ao volume prostático.
As três técnicas procuram aliviar a obstrução urinária provocada pela HPB, mas fazem isso de maneiras diferentes. Por esse motivo, receber indicação para operar a próstata aumentada não significa que exista uma cirurgia previamente definida. A escolha é feita após a avaliação do médico urologista e das características de cada paciente.
Como o urologista avalia se é hora de operar?
A decisão de operar a próstata aumentada é feita a partir de uma avaliação individualizada pelo médico urologista. O especialista considera a intensidade dos sintomas, o impacto na rotina, a resposta aos medicamentos e a presença de complicações relacionadas à obstrução urinária.
Conforme o caso, podem ser analisados o volume da próstata, a quantidade de urina que permanece na bexiga após a micção, o fluxo urinário e outros parâmetros importantes para entender como a HPB está afetando o sistema urinário. Quando o paciente já realiza tratamento clínico, a evolução dos sintomas também faz parte da decisão.
O Dr. Caio Henrique Fernandes Carrasco, médico urologista em São Paulo, atua a mais de 10 anos na área e sua atuação inclui o diagnóstico e tratamento da hiperplasia prostática benigna, com opções clínicas e cirúrgicas, incluindo a cirurgia da HPB com HoLEP.
Pacientes que continuam com dificuldade para urinar apesar dos medicamentos, apresentam complicações ou já receberam indicação de cirurgia podem passar por uma avaliação para definir se realmente é o momento de operar a próstata aumentada e qual tratamento é mais adequado para o caso.
Perguntas frequentes sobre cirurgia para próstata aumentada
Existe um tamanho de próstata que indica cirurgia?
Não existe um tamanho de próstata que, isoladamente, determine a necessidade de cirurgia. O volume prostático é uma informação importante, inclusive para ajudar na escolha da técnica cirúrgica, mas precisa ser analisado junto aos sintomas, grau de obstrução, esvaziamento da bexiga, resposta aos medicamentos e possíveis complicações da HPB.
Como saber se o medicamento não está mais sendo suficiente?
A persistência ou piora dos sintomas urinários apesar do tratamento é um dos motivos para retornar ao médico urologista. Não é recomendado interromper ou alterar a medicação por conta própria. O urologista precisa verificar se os sintomas estão realmente relacionados à HPB, avaliar a resposta ao medicamento e definir se é necessário ajustar o tratamento ou considerar uma opção cirúrgica.
O que acontece se não operar a próstata aumentada quando existe indicação?
Quando existe uma obstrução urinária significativa e a cirurgia foi indicada, adiar o tratamento pode permitir que os problemas relacionados à HPB persistam ou evoluam. Dependendo do caso, podem ocorrer episódios de retenção urinária, infecções recorrentes, cálculos na bexiga e repercussões sobre o trato urinário superior ou a função renal.
